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O estudo que revelou o domínio quase total dos estrangeiros nos pedidos de patentes sobre células-tronco no Brasil está fazendo sucesso no exterior. Prova disso é que a pesquisadora Rafaela Guerrante, do Centro de Divulgação, Documentação e Informação Tecnológica (Cedin) e professora colaboradora da Academia de Inovação e Propriedade Intelectual do INPI, esteve nos Estados Unidos e na Tunísia apresentando os resultados de sua pesquisa.
De acordo com o estudo “Patenteamento de células-tronco no Brasil: cenário atual”, foram identificados 102 pedidos de patentes sobre estas células entre 1989 e 2004, com apenas um de brasileiros.
- Acredito que, nestes eventos, aprendemos muito sobre os assuntos científicos, mas também sobre a visão que os estrangeiros têm do Brasil – disse a pesquisadora do INPI.
A primeira etapa de apresentações foi em Boston, nos Estados Unidos, entre os dias 17 e 18 de abril. Rafaela Guerrante participou da “4th. Stem Cell Research and Therapeutics Conference”, que contou com a presença de representantes de empresas e instituições de pesquisa que trabalham com células-tronco.
A segunda etapa ocorreu entre os dias 4 e 8 de maio, em Sfax, na Tunísia. A servidora do INPI esteve no “International Simposium on Biotechnology”, que reuniu mais de 700 pesquisadores de vários países. Para este evento, Rafaela Guerrante teve seus gastos custeados por uma bolsa do International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology (ICGEB), cuja missão é incentivar pesquisas nesta área mundo afora.
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